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quinta-feira, 18 de abril de 2013


Artigo de Opinião
Por: João Gonçalves
A evolução positiva que o ténis de mesa conheceu a nível nacional foi acompanhada por idêntico crescimento da modalidade na região trasmontana, não apenas em atletas ou clubes mas em títulos.
Nos últimos anos os clubes trasmontanos conseguiram captar a atenção, especialmente no que diz respeito à formação, tendo aparecido inumeros atletas compeões nacionais, muitas vezes a disputa dos primeiros lugares faz-se entre os clubes trasmontanos. Nasceram projetos que rapidamente deram resultados, como o CTM Mirandela que já está no panorama nacional com uma estrutura muito sólida, fruto de apoios financeiros muito fortes que lhe permitem ser uma das mais prestigiadas e vencedoras coletividades nacionais, dominando no setor senior feminino o ténis de mesa há vários anos. O aparecimento do CTM de Chaves, também, com importantes sucessos nos anos iniciais vindo a mostrar que Mirandela não seria caso único em Trás-os-Montes.
Mais recentemente o CLUB de VILA REAL, não deixa transparecer que a sua secção de ténis de mesa vai apenas na sua 5ª época, num clube com mais de 118 anos. Pois, nos sucessos e seu curriculum já tem vindo a conseguir estar ao nível dos seus congeneres, com vários títulos nacionais.
O trabalho dos clubes, seja baseado em forte investimento financeiro, seja em projetos sustentáveis, tem permitido aos trasmontanos chegarem frequentemente aos lugares mais elevados do pódio nacional, nem a ensolvência da Associação de Bragança deixou que os clubes fossem afetados.
A situação financeira do país ainda não se fez sentir no ténis de mesa transmontano, pois continua a ser possivel a presença de atletas estrangeiros nos quadros dos clubes trasmontanos, mas, adivinha-se que poderá fazer-se sentir tendo em conta alguns recentes acontecimentos, com atletas da excelente escola de formação do CLUB de VILA REAL a passarem para outros clubes mais fortes, como o CTM Mirandela.
De qualquer forma, surgem novos projetos, como “Escolas de Ténis de Mesa”. Este é um projeto do CLUB de VILA REAL que arrancou no início desta época e conta já com 3 centros de treinos escolares e já permitiu a captação de atletas para o ténis de mesa. O mesmo não tinha como objetivo principal a prática federativa mas, como a sua aderência está a decorrer com excelente adesão, será o próximo passo a objetivar. Este projeto segue o mesmo objetivo do recem lançado projeto da FPTM “O Ténis de Mesa vai à escola”.
Julgamos, com boa espectativa, que ambos venham a ser um bom sucesso para bem do ténis de mesa nacional.

terça-feira, 2 de abril de 2013


Professor Aquilino Pinto
Artigo de Opinião
Por: Diana Saraiva/José António Pereira


Associação de Ténis de Mesa do Distrito de Viseu cada vez mais Inter-Regional.

A actual época desportiva 2012/2013 está a ser a mais produtiva para a Associação de Ténis de Mesa do Distrito de Viseu. Sediada a norte do Distrito, no Concelho de Resende (única Associação Distrital de Modalidade sediada num município/vila) conseguiu pela primeira vez, ultrapassar a barreira dos 120 Atletas Federados e consequentemente o maior número de Clubes Filiados (13). Com doze anos de existência, esta associação rema em contra ciclo com o actual momento da modalidade a nível nacional.
A Associação de Ténis de Mesa do Distrito de Viseu (ATDMV), para além dos Clubes Filiados do Distrito de Viseu, tem um Clube Federado do Distrito da Guarda e outro do Distrito de Castelo Branco - Bombeiros Voluntário de Seia e Clube Desportivo de Alcains, respectivamente  Assim, esta é a única Associação Distrital da Modalidade com clubes filiados de três distritos, afirmando-se desta forma como uma estrutura cada vez mais inter-regional.
Na presente época desportiva, a ATMDV tem um clube (Currelos, em Carregal do Sal) a disputar o Campeonato Nacional de Equipas na categoria de seniores masculinos, havendo a possibilidade de mais dois clubes subirem, na próxima época, às competições nacionais.
Para o presidente da direcção e fundador da associação, Aquilino Pinto, o futuro vai continuar a ser promissor. “Prevejo um futuro risonho para a modalidade já que, no próximo mês de Outubro, haverá mexidas no poder autárquico, o que aumenta a esperança em que os novos protagonistas do poder local possam ajudar a fomentar mais a modalidade nos seus municípios.”

Foto: José António Pereira

quinta-feira, 21 de março de 2013



Artigo de Opinião
Por: Fernando Gouveia

O envelhecimento da população portuguesa está a provocar grave preocupação, porque as famílias continuam a optar por terem cada vez menos filhos.
Segundo um estudo da investigadora Norberta Amorim, do Núcleo de Estudos da População e Demografia, ao contrário do que aconteceu nos últimos dois anos, o número de nados-vivos aumentou 2,1%, mas a proporção de famílias com filhos continuou a diminuir. A agravar a situação, Portugal deixou de ser atractivo para os imigrantes e se não houver uma inversão das mentalidades, o país, além de ainda mais envelhecido, vai começar a ter cada vez menos população.
O país só poderá crescer quando houver uma renovação das gerações, o que não está a acontecer desde que se instituiu a fecundidade controlada, primeiro com a pílula e agora com o aborto facilitado. A investigadora realizou um trabalho na área da cidade de Guimarães e constatou que até aos anos 60 / 70 aquela era a região mais jovem da Europa, inserida numa sociedade conservadora, com disciplina religiosa e com vergonha de comprar contraceptivos. Curiosamente, acrescenta, a mudança de mentalidade foi rapidíssima. E se não houver uma reversão, vai conduzir o país ao "suicídio".
O Ténis de Mesa em Portugal poderá entrar na mesma situação e está cada vez mais a ser suportado por dedicados e empenhados dirigentes e treinadores, mas também terá que haver grande esforço, para os continuar a motivar. Estamos perante uma sociedade altamente materialista, com muitos “complicados e complicadores”, difícil de progredir, onde a gratidão e o reconhecimento são facilmente esquecidos.
Com as crianças e jovem a trocarem a prática regular do desporto, pela demasiada utilização do computador, com os pais e outros familiares a não entenderem, a possível “catástrofe” que dentro de poucos anos, nos invadirá, com o aparecimento de doenças inevitáveis devido à inactividade fisica. Será necessário incutir o espírito de sacrifício, para a prática desportiva e também sensibilizá-los para uma cultura de assiduidade e pontualidade.
As perspectivas futuras da modalidade poderão diminuir, por as condições financeiras como poderemos verificar,
em mais de 50% do corte do Governo, para o desporto e também grande dificuldade em conseguirem-se patrocínios, devido á precária situação económica que retira aos clubes, Associações Regionais e Federação, capacidade financeira para suportarem elevados custos com deslocações, alimentação, alojamento e desenvolver  muito mais a a modalidade por todo o país.
As realidades demonstram, que sem verbas e muito poucos elementos disponíveis para movimentar as Associações Regionais e encontrar meios para se conseguirem novos clubes e um aumento substancial de praticantes, não tenhamos qualquer ilusão de que teremos que fazer outras apostas
Por exemplo, o desenvolvimento do Ténis de Mesa tem que forçosamente, passar pelo alargamento da sua base de captação de novos praticantes. Tal reside, sem dúvida nas escolas. A formação e motivação para a prática do Ténis de Mesa passam pela motivação de professores e alunos. Tal pressupõe uma política de “topo”, a nível nacional, via FPTM e Desporto Escolar, mas que terá que ter a sua implementação de uma forma muito local, descentralizada e adaptada à realidade de cada localidade/região.
Também, uma divisão por Zonas possibilitando assim, várias situações, que poderiam num futuro próximo provocar um aumento substancial do número de jogadores filiados, como também uma mais equilibrada e qualificada competição
Se olharmos para o mapa de Portugal Continental e Ilhas, poderemos observar a sua distribuição por regiões e que poderiam muito bem ir ao encontro das necessidades do Ténis de Mesa:
- Zona 1- Minho / Douro Litoral / Trás-os-Montes
- Zona 2 - Beira Litoral / Beira Alta / Beira Baixa
- Zona 3 - Estremadura / Ribatejo / Alto Alentejo
- Zona 4 - Algarve / Baixo Alentejo
- Zona 5 - Açores
- Zona 6 - Madeira


terça-feira, 5 de março de 2013



Artigo de Opinião
Por: Fernando Gouveia

Portugal pode ser considerado um país, de atletas / fenómenos, porque com apenas 5 % da sua população a praticar desporto com regularidade, ao contrário por exemplo da Holanda, cujo território é menor que o nosso, mas com 75% da sua população interessada em praticar desporto, conseguiu um bem maior número de medalhas olímpicas.
Esta comparação poderá ser perfeitamente justificável, porque não temos um desporto escolar organizado.
Os grandes “clubes” serão sempre as escolas, desde que integrem uma elevada formação e uma adequada detecção de talentos, pois, conseguem reunir o maior número de possíveis praticantes desportivos. Esses talentos deveriam ser conduzidos, para a actividade federada adquirindo, assim outra progressividade técnica e evolução competitiva.
Será nas escolas, que a população juvenil deverá ser sensibilizada, para uma cultura desportiva, vocacionando-a para o prazer da prática saudável.
O Ténis de Mesa que universalmente tem milhões de jogadores, não tem uma muito melhor imagem no meio escolar português, porque não tem sido correctamente divulgado.
A Federação Portuguesa de Ténis de Mesa está agora, a desenvolver um excelente projecto e ao elaborar o manual “O Ténis de Mesa Vai à Escola”, que será um dossier com a elaboração do planeamento de trabalho para um ano lectivo e  onde está incluída a explicação detalhada de unidades didácticas,  para ajudar os professores na iniciação e implementação da modalidade poderá, dentro de alguns anos, ser considerada uma realidade bastante positiva.
Este manual será distribuído gratuitamente a 6 mil professores de Educação Física e Coordenadores do Desporto Escolar.
Mas, para que este projecto tenha o resultado que se pretende será necessário, ultrapassar algumas situações dos professores, que por diversas razões deveriam ter estado mais activos para com a modalidade e entre as suas causas poderemos mencionar:
- Pouca ou nenhuma dedicação e empenho
- Impossibilidade de contrariar a não vocação e insuficiente cultura desportiva da generalidade dos elementos das , das direcções dos respectivos Agrupamentos, para com o desporto
- As competições escolares deveriam ser ao sábado, para se evitar a perda de aulas sem necessidade
- Os horários do DE deveriam ser elaborados para os alunos e não para os professores
Teremos que chamar a especial atenção dos políticos de um Portugal sempre adiado, com futebol e democracia a mais, porque o país necessita que cuidem urgentemente da sua juventude.
O Ténis de Mesa e o desporto em geral, necessitam de um trabalho de formação enorme, pelo que terá que passar pela escola, o meio mais importante para essa realidade. Mas como?
Seria necessário dar uma imagem de como a modalidade consegue as simpatias junto da comunidade escolar e assim passar das estatísticas para uma realidade nacional, comentando e tentando interessar cada vez mais todos aqueles, que estão envolvidos, nos Núcleos de Ténis de Mesa, das muitas escolas de Portugal.
Na escola os critérios selectivos aplicados, na generalidade dos casos, afastam muitos jovens de participar nas actividades e no que se refere aos Campeonatos Escolares, participam muitos alunos que treinam no mundo do desporto federado, situação que não deveria acontecer. Os alunos, que são federados podem ser excelentes colaboradores dos professores, actuando nos respectivos Núcleos, como árbitros ou ainda como “Batedores”
Não podemos  esquecer que o desporto em Portugal, está cada vez mais, com menos qualidade, pelo que deveríamos procurar sensibilizar elevado número de crianças e jovens a "Praticar Desporto". Nestas idades é crucial uma excelente formação desportiva.

sábado, 25 de agosto de 2012


Urgente a Reorganização do Desporto Nacional
Por: Fernando Gouveia
Os Jogos Olímpicos são uma “Montra Política” e como sempre cada país pretende a melhor participação, demonstrando qualidade ou não de como, nos antecedentes quatro anos desenvolveram internamente o seu desporto, de acordo com os objectivos estabelecidos, pelos respectivos Comités Olímpicos.
Nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, o Comité Olímpico de Portugal pretendia uma mais elevada prestação, mas a participação nacional ficou longe desse desejo, ao alcançarem apenas, duas medalhas (ouro e prata) e em 2012, em Londres, uma medalha de prata, situação que provocou, um alerta para a necessidade de se reorganizar convenientemente o desporto nacional, mas só quando o poder político trabalhar seriamente e com objectivos bem definidos, o país desportivo poderá ser conduzido para outra realidade e sem elevados custos adicionais, pelo que será necessário, habilidade e elevada competência, para com pouco se produzir muito.
A população portuguesa, não tem vocação para a prática desportiva, calculada em apenas 5% o que é francamente muito pouco, pelo que haveria necessidade de uma profunda mudança de mentalidades e uma comunicação social mais informativa, para com as modalidades olímpicas, com elevadas prestações europeias e mundiais, sendo perfeitamente natural que se pretenda competência, muita cultura e mentalidade desportiva, dos nossos governantes.
Poderemos referir a importância das medalhas olímpicas, para os países, que com uma população inferior ou idêntica à de Portugal 10,4 milhões, mas que tiveram uma actuação em Londres bem melhor. A Hungria 10,8 milhões, conquistou 17 medalhas, a República Checa 10,3 milhões e 10 medalhas, Suécia 8,9 milhões e 8 medalhas, a Suíça 7,3 milhões e 4 medalhas, a Dinamarca 5,4 milhões e 9 medalhas, a Noruega 4,4 milhões e 4 medalhas e a Geórgia 4,3 milhões e 6 medalhas, mas são países com forte vocação para a prática desportiva, com governos que criam condições para que a sua população juvenil tenha uma educação desportiva suficientemente bem trabalhada. Mas para, que seja possível essa importante e necessária mais-valia teremos que investir, nas crianças do 1ºciclo fazendo um enorme esforço, para evitar que a nossa juventude seja afastada da actividade física e desportiva provocando o sedentarismo e assim um aumento muito significativo dos níveis de obesidade entre crianças e jovens, para isso terá que haver elevada organização estrutural.
O desporto em Portugal, cada vez mais, tem menos qualidade, pelo que deveríamos procurar sensibilizar elevado número de crianças a "Praticar Desporto". Nestas idades é crucial uma excelente formação desportiva.
Educar pelo desporto é um importante tema para sensibilizar as crianças, para a prática desportiva, satisfazendo a necessidade de viverem atleticamente e assim terem a possibilidade de exprimir força e destreza que incitam a jogar, a lutar, a progredir e desenvolver o espírito ganhador. É muito importante a sensibilização para a prática do desporto e nunca com o objectivo de “fazer campeões”. Os campeões já nascem campeões... mas as etapas de crescimento deverão ser extremamente respeitadas.
O desporto escolar é cada vez mais uma mentira. Participam os alunos que treinam no mundo do desporto federado.
Os pais, preocupados em equilibrarem o orçamento familiar, estão cada vez mais, a retirar os seus filhos do desporto nos clubes e como as escolas, não têm capacidade de organizar devidamente o seu Desporto Escolar, teremos as nossas crianças e jovens, com preocupante falta de actividade motora.

sábado, 18 de agosto de 2012



Planeamento do Treino
Por: Fernando Gouveia

O “Planeamento do Treino” será um importante meio para se alcançarem objectivos a longo prazo, mas desde que se observem determinadas situações com as cargas ministradas no longo percurso até atingir o ponto mais alto, passando correctamente pelas diversas etapas de desenvolvimento.
Através do treino organizado e com uma base estrutural de trabalho, será possível atingir dimensão competitiva de elevada qualidade, tendo para isso que haver um equilíbrio entre as várias componentes do treino atendendo a que a evolução progressiva deverá obedecer aos seguintes princípios:
- Capacidade de aprendizagem
- Correcta adaptação biológica aos estímulos do treino
- Transformação ao nível da condição física
- Evolução das capacidades coordenativas
- Desenvolvimento a nível técnico
Este “Planeamento” destina-se a jogadores juniores, escalão “trampolim” para se atingirem outros patamares e outra dimensão competitiva e poderá compreender matéria suficientemente capaz de ajudar treinadores a organizar o treino.
Perante um calendário que tem 18 possíveis fins-de-semana, com competições de âmbito regional, nacional e internacional, os treinadores terão que fazer opções para definirem prioridades competitivas, entre Outubro e Julho.
Forçar os jovens jogadores, para conseguirem boas prestações competitivas, não tem qualquer vantagem. O treino regular com qualidade e as transformações orgânicas que ocorrem nesta altura, são suficientes para que progridam rapidamente.
É no escalão de juniores, que o verdadeiro talento poderá ser reconhecido, demonstrando já esta qualidade:
- Suportar a carga e o ritmo do treino, para poder responder às cargas físicas e psíquicas mais elevadas que aparecerão posteriormente
Diversas situações como são do conhecimento geral, limitam a melhor construção do Calendário Oficial da FPTM, como seja o calendário escolar e ainda a pouca predisposição para o trabalho a partir do mês de Junho.
Recomenda-se:
- Preparação Física Geral, trabalhada durante meio ano (Setembro / Fevereiro)
- Preparação Física Especifica, orientada de acordo com os diversos tipos de “batimentos”
- A participação na competição deve ser feita com grande alegria e entusiasmo, pelo que as preocupações prioritárias é o jogador adquirir uma boa técnica e ganhar gosto pelo Ténis de Mesa
- O treinador tem de saber motivar o jogador, preparando-o física e psicologicamente para os grandes desafios que aparecerão alguns anos mais tarde
- Coordenação motora é um aspecto fundamental para a evolução progressiva do jogador
- Não forçar o jovem jogador para conseguir elevadas prestações competitivas, pois basta seguir um treino regular com qualidade, para que as transformações orgânicas que ocorrem nesta altura sejam suficientes para que progridam rapidamente. Serão no entanto necessários muitos anos de trabalho para se conseguirem prestações de dimensão internacional
Para se conseguir o êxito desportivo será necessário:
- Talento
- Sacrifício
- Motivação e gosto pelo treino
- Treinador especialista
- Boas condições de trabalho

sexta-feira, 22 de junho de 2012



As Crianças e a Pressão Competitiva…
Os “Pressionadores” são os especialistas em provocar “stress” competitivo nas crianças.
Temos observado, com preocupação à enorme pressão, que os pais , treinadores e outros educadores têm exercido com as crianças de 9, 10, 11 e 12 anos, durante as diversas competições e até em treinos, o que é altamente condenável. A pressão tem sido de tal forma violenta, que muitas crianças choram…
As crianças, apenas devem ser motivadas antes das respectivas partidas, mas também como preparar o aquecimento, como se devem apresentar com o vestuário correctamente envergado, como apertar os sapatos, para que serve o fato de treino e qual das duas peças deverá despir primeiro, antes das partidas e a sua atitude comportamental, para com os seus adversários.
Nestas idades é crucial uma excelente formação desportiva
Educar pelo desporto é um importante tema para sensibilizar as crianças, para a prática desportiva, satisfazendo a necessidade de viver atleticamente e assim terem a possibilidade de exprimir força e destreza que incitam a jogar, a lutar, a progredir e desenvolver o espírito ganhador. É muito importante a sensibilização para a prática do desporto e nunca com o objectivo de “fazer campeões”. Os campeões já nascem campeões... mas as etapas de crescimento deverão ser extremamente respeitadas.
Nesta etapa de desenvolvimento desportivo da criança, a educação atlética e desportiva serão fundamentais para quem prosseguir, mas os pais deverão ter uma atitude muito positiva, não só criando condições para que a criança seja pontual e assídua, como também na sua organização, nomeadamente com as actividades escolares, lúdicas e sociais. Pais com cultura desportiva são a garantia de uma criança vocacionada para o desporto.
A criança tem no jogo um importante meio recreativo e desportivo que deverá ser encarado como um complemento do crescimento físico, mental, emocional e social, permitindo-lhe agir contra o medo e onde o prazer de participar, não só por entretimento, mas também lhe permitir conquistas e esforço.
Numa presente sociedade egoísta, individualista e materialista deveremos tentar oferecer um máximo de condições para o desenvolvimento da sua personalidade, pelo que a competição pedagogicamente organizada deverá ser conseguida com qualidade.
A atitude da criança para com o jogo representa uma verdadeira actividade “física natural”, onde com o seu entusiasmo aplica grande parte da sua energia, fundamentalmente, a criança gosta de brincar e de jogar. O jogo é o seu mundo, absorvendo-a totalmente
A criança deve ser levada a alcançar o domínio das habilidades motoras através das próprias aptidões, estimulando assim, a sua capacidade criadora. No jogo a criança irá encontrar e vencerá algumas dificuldades, descobrirá o prazer do esforço e aprenderá a lutar para progredir, pelo que nunca deverá ser pressionada para ganhar.
Será nesta etapa etária que irá demonstrar grande faculdade de imitação, a aprendizagem gestual, pelo que será muito importante que pontualmente assistam a boas demonstrações, quer ao vivo ou por exibições de filmes técnicos de qualidade.

quinta-feira, 17 de maio de 2012



Dr. Carlos Cardoso Elogia
Ténis de Mesa
Foi publicado no  jornal “A Bola”, de 16 de Maio, um artigo do dr. Carlos Paula Cardoso, presidente da Confederação do Desporto de Portugal, onde entre outras situações fez uma avaliação muito positiva, do Ténis de Mesa nacional.
O Ténis de Mesa foi uma modalidade que nos últimos anos tem, fruto de um excelente trabalho, registado assinaláveis progressos, conseguindo no último fim de semana, abrir novas páginas da modalidade em termos olímpicos. A vitória de Tiago Apolónia no Catar e os resultados de Lei Mendes, permitiram que pela primeira vez, Portugal vá também estar representado colectivamente em masculinos e individualmente em femininos. Trabalha-se hoje muito bem. Há melhores instalações desportivas, melhores condições de trabalho, enquadramento técnico e cientifico qualificado e um cada vez mais, quase diríamos profissional, acompanhamento pelos responsáveis federativos, muito embora sejam amadores  



quinta-feira, 10 de maio de 2012








Formação Desportiva
Educar pelo desporto é um importante tema para sensibilizar as crianças, para a prática desportiva, satisfazendo a necessidade de viver atleticamente e assim terem a possibilidade de exprimir força e destreza que incitam a jogar, a lutar, a progredir e desenvolver o espírito ganhador.
No final do século IXX, o desporto moderno foi criado pelos Anglo-Saxónicos com o objectivo de possibilitar á classe dirigente de um país desenvolver as virtudes físicas e morais, necessárias à manutenção da sua classe como dominante.
A Formação Desportiva foi uma actividade muito importante para que as crianças tivessem uma animação muito positiva, não só criando-se condições para que a criança seja pontual e assídua, como também na sua organização, nomeadamente com as actividades escolares, lúdicas e sociais. Pais com cultura desportiva são a garantia de uma criança vocacionada para o desporto.
Sensibilizar para a prática do desporto e nunca com o objectivo de “fazer campeões”. Os “campeões” já nascem campeões... Nesta etapa de desenvolvimento desportivo da criança, a educação atlética e desportiva serão fundamentais para quem prosseguir, mas os pais deverão ter uma atitude muito positiva.
Pretende-se que a criança exprima a sua estabilidade, alegria de viver e paixão pela prática desportiva. Deveremos incutir uma forte dinâmica de grupo, compreendendo progressivamente o que é a vivência saudável em grupo, cujos camaradas serão por eles escolhidos.
A Criança e o Jogo
A criança tem no jogo um importante meio recreativo e desportivo que deverá ser encarado como um complemento do crescimento físico, mental emocional e social, permitindo-lhe agir contra o medo e onde o prazer de participar, não só por entretimento, mas também para lhe permitir conquistas.
Numa presente sociedade egoísta, individualista e materialista deveremos tentar oferecer um máximo de condições para o desenvolvimento da sua personalidade, pelo que a competição pedagogicamente organizada deverá ser conseguida com qualidade.
A atitude da criança para com o jogo representa uma verdadeira actividade “física natural”, onde com o seu entusiasmo aplica grande parte da sua energia, fundamentalmente, a criança gosta de brincar e de jogar. O jogo é o seu mundo, absorvendo-a totalmente.
A criança deve ser levada a alcançar o domínio das habilidades motoras através das próprias aptidões, estimulando assim, a sua capacidade criadora. No jogo a criança irá encontrar e vencerá algumas dificuldades, descobrirá o prazer do esforço e aprenderá a lutar para progredir. As actividades em grupo desenvolvem a sociabilização, daí a necessidade da introdução de formas de actividades que estimulem a apreciação do comportamento social, domínio de si mesmo, auto-controle e respeito ao próximo.
Será nesta etapa etária que irá demonstrar grande faculdade de imitação, a aprendizagem gestual será bem evidente pelo que será muito importante que pontualmente assista a boas demonstrações, quer ao vivo ou por exibições de filmes técnicos de qualidade. Nestas idades deveremos durante a unidade de treino, proporcionar uma actividade variada, pelo que a sua organização deverá ser cuidadosa e apoiada dentro do possível por um conjunto de equipamentos didácticos.
A Importância dos Jogos na Progressão Pedagógica.
Os jogos para além de contribuírem para a animação de uma sessão são também excelentes instrumentos para o desenvolvimento individual e social dos elementos de um grupo. Nestes jogos poderemos observar o comportamento individual, o relacionamento com os outros e o empenhamento. Jogar é sair da rotina.
O jogo não é um fim, mas um meio de alcançar o fim. A criança para crescer tem necessidade de ar, de luz, de movimento, precisa ainda mais de alegria e de segurança para a evolução normal. As faculdades de assimilação e adaptação são progressivas com o crescimento.
Os momentos de lazer vão dar à criança possibilidades de desenvolver qualidades paralelamente aos estudos, pelo que irão ser de grande qualidade no futuro. O jogo é uma actividade em que se participa voluntariamente, tem “leis” iguais para todos, obedece à dinâmica da vontade das crianças, é talhado à medida das suas capacidades.